Translate

sábado, 10 de novembro de 2012

O degelo antártico e o aquecimento global


Todos os anos, o gelo no verão e volta no inverno. Em 2007, o gelo derreteu tão rápido que ficou 23% menor do que qualquer verão. Se o ritmo continuar, em 2020, não haverá gelo no Ártico. Representantes de 150 países se reúnem em Copenhagen para a Conferência, em busca de soluções para as mudanças climáticas.




Saiba mais sobre a Conferência do Clima em Compenhagen (COP 15): que é uma vergonha, por ser uma reunião só de gente poderosa que nunca resolve nada.





Mapa do gelo da Antártida pode dar pistas sobre aquecimento global


Ao combinar os dados com medições feitas a partir do ar da superfície de gelo e neve, os cientistas podem agora medir com precisão as alterações na espessura do gelo e entender melhor os efeitos do aquecimento global.
"A espessura do gelo é considerada entre cientistas do clima um santo graal para a determinação das mudanças no sistema", disse o glaciologista marinho da Antártida Jan Lieser à Reuters. "Se pudermos determinar a alteração na espessura do gelo, pode-se estimar a taxa de mudança que se atribui ao aquecimento global."
Os cientistas têm dados da espessura do gelo para a região do Ártico que remonta à década de 1950, permitindo a análise das mudanças no Oceano Ártico, mas dados similares não estão disponíveis para o gelo em torno do continente no pólo sul.
Lieser, que está a bordo de um navio quebra-gelo australiano em águas antárticas, faz parte do projeto Experimento de Ecossistemas e Física do Mar de Gelo, envolvendo cientistas da Austrália, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Japão, Nova Zelândia e Estados Unidos.
Eles estão usando um rôbo submarino que se desloca cerca de 20 metros abaixo do gelo e viaja num padrão de linhas em grade, utilizando sonares multifeixe para medir o lado de baixo do gelo.                                                                                                                                

"Nós podemos realmente obter uma imagem 3D completa do que estamos medindo. Isso nunca foi feito antes e é realmente emocionante", acrescentou Lieser. Os resultados vão ajudar a definir uma linha de base para estabelecer como a mudança climática afeta o mar congelado da Antártida. Os cientistas também serão capazes de examinar como as mudanças do gelo do mar afetam o ecossistema. 

Nações fracassam em acordo para proteger mares ao redor da Antártida


SYDNEY - Importantes nações não conseguiram chegar a um acordo nesta quinta-feira, 1, para a criação de grandes áreas marinhas protegidas na Antártida, dentro de um plano para intensificar a conservação de espécies como baleias e pinguins em torno do continente gelado.


A Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCAMLR, na sigla em inglês) concordou, no entanto, com a realização de uma sessão especial na Alemanha em julho de 2013 para tentar romper o impasse depois do encontro de 8 de outubro a 1º de novembro em Hobart, na Austrália.
Ambientalistas criticaram a falta de acordo sobre novas áreas marinhas protegidas no Mar de Ross e no Leste da Antártida, que abriga pinguins, focas, baleias e aves marinhas, bem como estoques valiosos de krill.
"Estamos profundamente desapontados", disse à Reuters Steve Campbell, da Aliança Oceano Antártico, que agrupa organizações de conservação, no final da reunião anual da CCAMLR. Ele contou que a maior resistência veio da Ucrânia, Rússia e China.
Ambientalistas disseram que os Estados Unidos, União Europeia, Austrália e Nova Zelândia estão entre os países que pressionam por um acordo sobre novas zonas protegidas.
Algumas frotas de pesca estão rumando para o sul porque os estoques estão esgotados mais perto de casa e algumas nações se preocupam com o fechamento de grandes áreas dos oceanos. A CCMALR é composta por 24 Estados-Membros e a União Europeia.
"Este ano, a CCAMLR se comportou como uma organização de pesca em vez de uma organização dedicada à conservação das águas da Antártida", disse Farah Obaidullah, do Greenpeace.
Entre as propostas, um plano EUA-Nova Zelândia teria criado uma área protegida de 1,6 milhão de km² no Mar de Ross - aproximadamente do tamanho do Irã.
E a UE, Austrália e França propuseram uma série de reservas de 1,9 milhão de km² no Leste da Antártida - maior do que o Alasca.
Na semana passada, o ator Leonardo di Caprio lançou uma petição para proteger os mares em torno da Antártida com o grupo de campanha Avaaz, dizendo que "as baleias e pinguins não podem falar por si, por isso cabe a nós defendê-los".
Em 2010, os governos estabeleceram a meta de ampliar as áreas protegidas para 10% dos oceanos do mundo para salvaguardar a vida marinha do excesso de pesca e outras ameaças, como a poluição e alterações climáticas. Em 2010, o total era de 4%.
A CCAMLR disse em um comunicado que os membros haviam identificado várias regiões do Oceano Antártico que merecem elevados níveis de proteção.  "Essas áreas importantes podem fornecer uma referência para pesquisa científica sobre os impactos das atividades, como a pesca, bem como oportunidades significativas para monitorar os impactos das mudanças climáticas no Oceano Antártico". 




sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Internet: A tecnologia na defesa do meio ambiente


O avanço da tecnologia é apontado como um dos principais responsáveis pelos grandes males causados à natureza. Não é de se negar que a poluição gerada por veículos e indústrias e a decorrente contaminação das águas e do ar, atingiram, em alguns lugares, índices insuportáveis. E, de fato, esse fenômeno decorre, principalmente, do desenvolvimento tecnológico e do sistema econômico reverenciados por grande parte da humanidade. Vale lembrar que, por trás das máquinas e do sistema, existe sempre a mente humana, que pode utilizá-los como lhe convir, para o bem do próximo e do planeta ou em detrimento dele.
Pessoal do Adote Árvores em ação
Pessoal do Adote Árvores em ação
Foto: Divulgação
Por sorte, uma dialética aplica-se a esse caso que, com o advento da ecologia e o despertar da consciência ecológica, encontra sua antítese naqueles que utilizam os frutos desse avanço na luta pela proteção do planeta e dos seres que o habita. Cada vez mais são desenvolvidas tecnologias menos poluentes e mais econômicas, ao mesmo tempo em que os métodos de fiscalização, controle, prevenção, remediação e limpeza de danos ao meio ambiente tornam-se mais eficientes. Outra grande aliada do planeta na era cibernética tem sido a Internet, que dissemina informações e campanhas na mesma velocidade em que se degrada, e a esperança sempre é de que a conscientização acabe por superar a devastação.
Projeto TAMAR: mais de 800 adoções
Projeto TAMAR: mais de 800 adoções
Foto: Divulgação
A net tem sido uma ferramenta para que instituições ambientalistas e as idéias e campanhas que promovem atinjam um número crescente de pessoas e de uma maneira mais efetiva. Dener Giovanini, Coordenador Geral da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS), acredita que o grande beneficiado nesse processo tenha sido o poder de mobilização para as questões globais, capaz de gerar amplas reações, quase que imediatas: “A velocidade e a disponibilidade das informações propiciadas pela Internet reduziu distâncias e rompeu com as amarras geográficas. Através dela, o usuário pode se manifestar e mobilizar em tempo recorde.”
Custa pouco proteger a Natureza!
Custa pouco proteger a Natureza!
Foto: Divulgação
E, de fato, o grau de praticidade na ação ecológica promovida pela rede chegou a tal ponto que é possível plantar uma árvore com apenas um clique do mouse, ou até mesmo adotar virtualmente um animal silvestre ameaçado de extinção, e isso sem qualquer tipo de compromisso financeiro ou de afiliação com a instituição.
É o caso do Clickarvore, um programa de reflorestamento pela Internet com espécies nativas da Mata Atlântica. Promovido pela parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica, o Instituto Ambiental Vidágua e a Editora Abril, o projeto já promoveu o plantio de mais de 2 milhões de mudas desde o seu início, em agosto de 2000. Qualquer um pode cadastrar-se no site do projeto e plantar, com apenas um clique, uma árvore por dia, que será custeada pelas empresas patrocinadoras associadas ao programa, beneficiadas com incentivos fiscais. Ação idêntica é desenvolvida pelo The Rain Forest Site, que ajuda a preservar Florestas Tropicais de todo o mundo.
Outra campanha que promove o plantio de espécies nativas, só que da Floresta Amazônica, é a Adote uma Árvore, desenvolvida pela Fundação Ambiental José Rebelo do Xingu, no Pará. Nesse caso, porém, o adotante paga uma quantia anual por árvore plantada (cerca de 60 dólares), podendo escolher a espécie – através de consulta a dados e fotos pela Internet – e determinar o período da adoção – 1, 3 ou 5 anos. Feita a opção, o adotante efetuará o pagamento através de conta corrente especial, e receberá um certificado. Uma placa com seu nome é afixada à árvore, confirmando sua contribuição para a preservação da natureza.
A fauna brasileira também está sendo beneficiada através de ações promovidas pela rede. Pioneiro em campanhas de proteção de animais silvestres, o Projeto TAMAR dissemina e executa, há 9 anos, uma campanha de adoção de tartarugas marinhas, que encerrou sua mais recente edição no último dia 31 de março, com um saldo de mais de 800 adoções. O papel da net na propagação e êxito dessa campanha, que tem abrangência internacional, é fundamental, pois as pessoas podem participar através da internet, nos sites do TAMAR em português, inglês e espanhol.
Atuando nessa linha de conservação de espécies da nossa fauna encontram-se os projetos Mucky e o Fisgada. O primeiro socorre, recupera, mantém pesquisa e busca a procriação de primatas, visando também reintegrar sagüis à natureza e combater o tráfico de animais silvestres. Esse trabalho, que vem sendo realizando há 10 anos, beneficia, atualmente, mais de 207 sagüis de diversas espécies. Qualquer um pode contribuir “apadrinhando” um sagüi, comprometendo-se a depositar mensalmente qualquer quantia acima de 10 reais para a “manutenção” do animal – que tem um custo mensal de cerca de 65 reais. O site do projeto pode ser visualizado em 5 diferentes idiomas – português, inglês, francês, alemão e japonês – e todo o processo de “apadrinhamento” pode ser feito via net.
O Projeto Fisagada dedica-se ao repovoamento de peixes nos rios e lagos do Brasil, e funciona de maneira semelhante ao Clickarvore: basta entrar no site do projeto e clicar no link Doe um Peixe, que automaticamente um alevino será encaminhado para algum rio, represa ou manancial, dando-se preferência a locais que estão preservados de poluição e onde já se pratica a pesca esportiva com consciência. O intuito é fazer de cada pescador um fiscal das ações de predadores.
Campanhas desse tipo, bastante promissoras em outros países, estão começando a surgir no Brasil, ainda que com dificuldades, decorrentes, principalmente, da relativa precariedade em nosso sistema de informática e de uma certa desconfiança que ainda assombra os doadores virtuais. Segundo Giovanni, da RENCTAS, “essa desconfiança é gerada por grande parte das instituições que são beneficiárias dessas doações e se esquecem de prestar contas ou ignoram o doador após o recebimento dos recursos. Quem doa gosta de ver resultados e com certeza gostaria de ter uma participação mais ativa na vida da instituição.” Mas como, então, evitar esse receio dos doadores? André F. Kishimoto, da Greenpeace Brasil, acredita que esse problema pode ser solucionado com a seguinte fórmula: “Realizar um trabalho eficiente, com bons resultados, e divulgá-los adequadamente é fundamental para conquistar esta credibilidade.”
E é exatamente nesse ponto que aparece a eficácia e também a relevância das campanhas virtuais. Fernanda Couzemenco, Assessora de Comunicação do Projeto TAMAR no Espírito Santo, acredita que “as pessoas enxergam nessas campanhas um resultado bem definido e imediato, o que atende à necessidade que elas têm de sentir-se participando, contribuindo efetivamente com a instituição”. As Instituições Ambientalistas e suas campanhas, aliadas à velocidade, praticidade e aos novos recursos provenientes dos avanços tecnológicos, estão aproximando o “cidadão comum” da causa ambiental, e dando uma contribuição inestimável ao processo de desenvolvimento sustentável, que depende profundamente da participação da sociedade civil para concretizar-se.
Você também pode participar. Acesse os sites das campanhas e veja como é fácil ajudar a Natureza!


Tecnologia e Meio Ambiente
Dois assuntos distantes, mas que têm que andar juntos


A tecnologia tem uma evolução muito rápida – se compararmos um celular de 10 anos atrás tem nada parecido com um de hoje –, ela evolui de acordo com nossa necessidade fazendo com que haja mais e mais produtos eletrônicos, onde muitos deles prejudicam o meio ambiente, com isso as novas tecnologias foram obrigadas a caminhar lado a lado com nossa natureza. Novas ideias de produtos ecologicamente correto foram propostas e aceitas. As empresas são uma grande influência para a poluição tanto para o ar quanto em poluir rios.

A velocidade do mundo de hoje é acelerada, muito acelerada, e a tecnologia caminha com ele. De acordo com nossas necessidades novas tecnologias são inventadas a cada momento, e muitas delas são prejudiciais ao meio ambiente como os carros, energia elétrica, as fábricas, enfim, a maioria delas prejudicam, mas como o prejuízo está sendo grande e nós estamos “sentindo na pele” novas formas de tecnologias foram inventadas ou outras aperfeiçoadas como os carros mais econômicos que poluem menos, ou também em fazer postos de recebimentos de celulares, pilhas e remédios vencidos ou estragados. Essas foram as primeiras iniciativas da tecnologia pra o convívio com a natureza.

Depois foram surgindo os “ecologicamente corretos” como as sacolas oxi-biodegradável, garrafas de refrigerante reutilizável, surgiram os pen drives ecológicos, casas ecológicas ou hotéis, enfim várias novas ideias foram aparecendo e saindo do papel. A partir deste momento a tecnologia foi obrigada a caminhar lado a lado com o meio ambiente fazendo com que seja menos poluído. Mas ainda é pouco, pois está sendo menos poluído, então apesar de minimizado ainda há poluição, não que isso seja não importante, pelo contrário, mas ainda há muito para melhorar a situação do aquecimento global, só que é assim no início como aquele ditado “de grão em grão a galinha enche o papo”, tem que ser assim no início e continuar progredindo a cada dia que passa.

Nós não podemos deixar que fiquem inventando algo que minimize a poluição e fazermos nada, então fazermos coisas ecológicas em casa como não desperdiçar água, economizar energia elétrica, jogar lixo na lixeira e cada lixo em sua lixeira adequada (lixo seco, orgânico, etc), andar menos de carro, todos nós podemos fazer a diferença cada um com sua consciência, pois ela quem te influencia se quer ir ao caminho certo ou o errado, onde geralmente o errado é o mais fácil e cômodo.

Depois que catástrofes aconteceram as empresas que antigamente “poluíam mais que lucravam” passaram a pensar antes de poluir. Existem fábricas que utilizam água e as sujam que passaram a utilizam um aparelho que parece uma escada que fica escorrendo a água como se fosse uma cachoeira quem às limpam, dando chance de serem reutilizadas. Esses métodos saem mais econômicos – por ser reutilizada – e ajudam a natureza, pois essa água suja poderia ir a um rio poluindo-o.

Então, a natureza meio que obrigou novas tecnologias seguirem as suas ordens e tentar fazer o mundo melhorar, agora resta todos aceitarmos e colocarmos no nosso dia-a-dia que devemos cuidar do meio ambiente o fazendo melhorar em casa e comprando produtos ecologicamente corretos.

Vivenciando Profissões - Engenharia Ambiental

Carreira ambientel: Profissão do futuro


Os cursos ambientais estão ligados à preservação do meio ambiente, condições de vida e existência do planeta e são considerados profissões do futuro. Para os profissionais a área tem ganhado força com a recente preocupação das empresas por parte da responsabilidade ambiental e com a produção sustentável. Já que a carreira ambiental tem se tornado promissora separamos alguns dos principais cursos oferecidos, para quem sabe, você se tornar um ambientalista:
Técnico ambiental
O técnico ambiental trabalha principalmente no auxílio ao engenheiro e gestor ambiental, tem tarefas mais práticas e é responsável por realizar pesquisas de campo para coletar amostrar ou fazer testes químicos e biológicos. A duração do curso é de,normalmente, dois anos  e pode ser feito por estudantes que estejam no  último ano do ensino médio ou já sejam formados no 2° grau.
Gestão Ambiental
O curso visa o uso de práticas que garantem a conservação e preservação da biodiversidade, a reciclagem de matérias primas, e a redução do impacto das ações humanas nos recursos naturais. Uma das funções destes profissionais também é minimizar ou “consertar” o estrago ambiental recuperando as áreas naturais degradadas. O curso tem, em média, quatro anos de duração, com base nas matérias de ciências biológicas, química, física, geologia, além de ciências sociais, econômicas, humanas e legislação.
O gestor ambiental trabalha conciliando os interesses organizacionais, sociais e do meio ambiente. Por isso, sua área de atuação é ampla: você pode trabalhar no setor público, em indústrias, empresas ou prestar consultoria ambiental e até mesmo investir na área acadêmica.
Engenheiro Ambiental
O curso tem como principal função o controle das atividades humanas para ajudar a preservar os recursos ambientais, como: água, solo, vegetação e fauna. Muitas empresas contratam os engenheiros para realizar estudos e avaliações de seus projetos com o objetivo de verificar se eles podem causar impacto ambiental e buscar por medidas que possam minimizar este impacto.
Estima-se que sejam abertos milhares de postos de trabalho para os engenheiros nos próximos anos.  E como há ainda poucos profissionais com formação universitária no ramo, as perspectivas para a carreira são as melhores. O campo de trabalho é amplo, sendo que o engenheiro pode trabalhar em empresas, setor público, indústrias etc.

Abaixo esta um video explicando mais sobre a carreira de engenharia ambiental.

Casas Sustentáveis

 

Desde o início do ano venho pensando em como se construir uma "Casa Sustentável" de baixo custo aqui no Rio de Janeiro. Não é uma tarefa impossível, basta ter um pouco de imaginação. Mês passado, por acaso, ao ler a revista "Carta na Escola", encontrei algumas considerações sobre a construção de casas sustentáveis. Por isso, vou transcrever algumas idéias aqui então.

"A casa é o ecossistema particular de cada habitante. As interações ambientais deveriam reproduzir ao máximo as condições naturais: ventilação, umidade relativa do ar, temperatura, alimentos, geração e gestão de resíduos, iluminação, conforto, sensação de segurança e bem-estar, etc." [...] "Na casa sustentável, a bioarquitetura e a bioconstrução valorizam os recursos naturais locais, aproveitam materiais oriundos da reciclagem de edificações demolidas, evitam produtos tóxicos e embalagens descartáveis, cuidam da gestão da água da chuva e das águas residuais, utilizam energia solar, integram as áreas externas e verdes com o funcionamento interior das residências e adotam sistemas construtivos sustentáveis."

Parece difícil, mas não é! A idéia é a de que uma casa deve ser o mais parecida possível com um ambiente natural. O nosso grande problema é tornar nossas casas um ambiente tão "artificial" que ele acaba prejudicando o meio ambiente. Uma casa com uma arquitetura bem planejada, é capaz de aproveitar o máximo a iluminação e ventilação natural, evitando assim gastos excessivos com energia elétrica. Podemos reduzir ainda mais esse gasto ao utilizar lâmpadas de baixo consumo e painéis solares para geração de energia. É claro que a energia gerada por esses painéis é pouca, mas ela é o suficiente para manter funcionando outros aparelhos de baixo consumo. A energia solar pode ainda ser utilizada para o aquecimento de água para chuveiros! Há uma maneira bem simples de se fazer isso: utilizando garrafasPET. Amarra-se várias delas uma ao lado da outra, cheias de água, e coloca-se no telhado. A luz solar aquecerá a água em seu interior de uma forma relativamente eficiente. Esta água pode ser utilizada, em seguida, num banho quente. É claro que todos esses sistemas ainda são bastante "ineficientes" em relação aos que temos, mas já é um começo! A natureza agradece por todo o consumo de energia que pudermos implementar em nossas casas.


Uma casa sustentável feita com materiais de outras construções demolidas. O que normalmente viraria "lixo", virou material de construção para uma nova casa!


Outro exemplo de casa sustentável, cuja arquitetura utiliza de forma inteligente a luz e ventilação natural. É uma casa iluminada e ventilada sem uso de energia.


Uma casa semelhante vista de cima, mostrando os painéis solares responsáveis por parte da geração de eletricidade da casa.

"Muitas empresas ainda utilizam sais de chumbo como estabilizante térmico, causando diversos problemas à saúde humana. A casa sustentável evita a utilização de materiais nocivos à saúde e ao meio ambiente, como amianto, algumas tintas, vernizes, colas e resinas, presentes em carpetes, compensados, móveis, e até eletrodomésticos que liberam produtos tóxicos como formaldeídos, ácido acético e ácido nítrico, entre outros."

A idéia aqui também é bem simples: "uma casa deve ser responsável por tudo aquilo que absorve do meio ambiente, e tudo aquilo que libera no meio ambiente. Se utilizamos produtos tóxicos em qualquer coisa na nossa casa, externamente ou internamente, acabamos despejando parte desses poluentes na natureza, prejudicando-a. A utilização de produtos biodegradáveis e recicláveis e de extrema importância! Além disso, podemos acrescentar nesse quesito o uso da água. A recaptação de água pode ser extremamente útil. Toda a água que é utilizada desce para os esgotos e vai embora. Se pudermos recaptar essa água, poderíamos utilizá-la para lavagem de quintais, carros, regar jardins, utilizar em descargas de banheiro, etc. A captação de água das chuvas também ampliaria nossa capacidade de utilizar água dentro de casa. Tudo isso geraria menos gastos ambientais, além de financeiros, é claro. E quanto ao lixo produzido? O que for reciclável, podemos enviar para usinas de reciclagem, o que for orgânico, pode alimentar plantas em jardins ou hortas. Alguns materiais que não são tão facilmente recicláveis, podem ser "reutilizados" de outras formas. É comum vermos cercas para jardins com pneus de carros, material não-reciclável e não-biodegradável. Cercas também podem ser feitas com garrafas PET. Se o espaço é curto no quintal da casa, a criação de um jardim em espiral contorna o problema.



Mais um tipo de casa sustentável que utiliza bem luz e ventilação. Ela é feita com materiais recicláveis e bio-degradáveis, além de apresentar uma grande área verde natural.

No ambiente rural, também é possível se construir casas sustentáveis, pois ao contrário do que se pensa, o "campo" também pode prejudicar a natureza. Plantas aquáticas que reabsorvem os nutrientes liberados no esgoto são um ótimo exemplo. Todos os detritos humanos e animais servem como adubo em plantações, e a utilização de energia eólica (do vento) e solar é bem viável nesses lugares, devido ao grande espaço.

Enfim... Resumindo... É possível se criar casas sustentáveis sim! Tudo o que é necessário é um pouco de criatividade, planejamento e, é claro, conhecimento. A população desinformada nunca conseguirá chegar a esse nível sozinha. É por isso que o trabalho de conscientização ecológico-ambiental é tão importante. Estou fazendo a minha parte! Façam também a de vocês e divulguem as idéias! Juntos podemosconstruir um mundo melhor!